Pular para o conteúdo
Projeto Campo Cidade — Geração de Renda e Sustentabilidade

O Projeto

Campo Cidade: geração de renda e sustentabilidade

O projeto se articula no tripé geração de renda, sustentabilidade e direitos humanos, em 12 comunidades de Macaé, Campos dos Goytacazes e São João da Barra.

12
comunidades
3
municípios
850
pessoas diretamente

e 8.500 indiretamente

3
anos de execução

Objetivo geral

Fortalecer a geração de renda a partir de modelos produtivos sustentáveis, no âmbito da agroecologia e da economia solidária, com geração de tecnologias sociais, apoio à comercialização e capacitação em áreas urbanas, periurbanas e rurais.

Três resultados

O que o projeto entrega

01

Negócios socioambientais para geração de renda

Formar, dar lugar para vender e agregar valor à produção — para que a renda da família agricultora não dependa de atravessadores.

Centros de Capacitação em Geração de Renda Popular

Serão construídos dois CEGEPs, um em Macaé e outro em Campos dos Goytacazes. Em São João da Barra, as atividades acontecem em local cedido por um parceiro local. Cada curso tem 80 horas, distribuídas em 10 módulos, e trata de cadeias produtivas, gestão de pequenos negócios, empreendedorismo familiar, uso de redes sociais e acesso a políticas públicas. Cerca de 90 pessoas serão capacitadas.

Feiras da Economia Solidária

Duas feiras, em Campos dos Goytacazes e Macaé, com dez feirantes cada. São um ponto de comercialização direta entre quem produz e quem consome. O regimento interno é construído coletivamente, e cada edição gera um relatório de comercialização devolvido aos feirantes.

Agroindústria de processamento vegetal

Com capacidade para 500 kg por dia, processa abacaxi, manga, acerola e banana, hoje vendidos a baixo preço para atravessadores, e os transforma em polpa de fruta, pronta para congelamento e venda. O projeto arquitetônico já prevê área para expansão futura.

Mobilizadores territoriais

Um por município, com a função de articular as famílias para as atividades do projeto. É quem faz a ponte entre o que foi planejado e quem vive no território.

02

Restauração ecológica e alimentos saudáveis

Recompor ambientes degradados e demonstrar, na prática, que dá para produzir alimento sem agrotóxico e sem insumo químico.

Dez agroflorestas

Cada uma com 400 m² e potencial de expansão pelo próprio beneficiário, todas de manejo agroecológico. Cinco no primeiro ano do projeto e cinco no segundo. A escolha do local considera o perfil do beneficiário e a área disponível.

Cinco hectares de APP recuperados

Em área de Preservação Permanente dentro de assentamento de reforma agrária. Os assentados participam de todo o processo e da construção da metodologia, pensada para poder ser replicada em outros locais.

Unidade Demonstrativa de Produção Agroecológica

Meio hectare de arranjos produtivos diversificados, incluindo produção de sementes que favorecem o manejo da fertilidade do solo. A unidade é produtiva e pedagógica ao mesmo tempo: recebe visitas guiadas e fornece alimento aos beneficiários do projeto.

03

Memória e justiça: o Memorial Cambahyba

Dar visibilidade às ruínas da antiga Usina Cambahyba, palco de graves violações de direitos humanos durante a ditadura civil-militar de 1964.

Um portal e dez vídeos

O projeto cria o site do Memorial, com as informações históricas do local e sua relação com os crimes cometidos durante a ditadura, e produz dez vídeos para redes sociais. O lançamento acontece em Macaé, com a comunidade, parceiros e representantes do poder público.

Pesquisa histórica

A ação envolve pesquisa histórica, consultoria especializada e uma equipe de comunicação. Reconhecer os sujeitos que construíram e continuam construindo esse território é parte do trabalho.

Ação principal

Agroindústria de polpas de fruta

Transforma o que hoje é vendido a baixo preço para atravessadores em renda direta para quem planta: abacaxi, manga, acerola e banana processados até virarem polpa, pronta para congelamento e venda.

500 kg

processados por dia, com área já prevista para expansão futura.

Inovação

Três pontos que distinguem o projeto

Agroecologia no lugar do agrotóxico

Substituir a produção convencional, que depende de insumos químicos, e articular essa mudança com a geração de renda para as famílias.

Campo e cidade ao mesmo tempo

Ações nas duas pontas, aproveitando as potencialidades de cada territorialidade em vez de tratá-las como mundos separados.

Cidadania pela memória

Promoção dos direitos humanos por meio da divulgação do Memorial Cambahyba e do direito coletivo à verdade.

Ao final de três anos, um marco para a vida das famílias envolvidas

Mais de 850 pessoas beneficiadas diretamente e outras 8.500 de forma indireta. Os resultados socioeconômicos e ambientais produzidos nas comunidades serão de grande importância.